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TAMANHO DA FONTE:
06 NOV 2017
10:28

Que país é esse?

Numa sociedade excludente, papiromaniaca e normativa o profissional do direito é indispensável. O Brasil vive uma crise institucional, estrutural e espiritual. O que dizer para um pai de família diante da descoberta de malas de mais de 50 milhões largadas em apartamentos enquanto ele (pai) luta para todos os dias alimentar a família?

Qual será o sentimento de um filho cuja mãe jaz sem atendimento médico enquanto um presidente tira das mangas bilhões para continuar no poder? Do pão e circo romano à pátria de chuteiras e na era de incertezas em que nos encontramos, chegamos há menos de um ano das eleições com um país e suas vísceras expostas por conta da corrupção: votos por amizade, por emendas, por pragmatismo, conservadorismo, manutenção do status quo, bate boca de ministros do Supremo... “Na favela e no Senado sujeira pra todo lado ninguém respeita constituição...” O texto de Renato Russo é contemporâneo mas, não podemos absorver tudo isso como regra e achar que honestidade, ética e cidadania são exceções e que por conta disso devemos execrar, deixar fora dos círculos.

Estamos parecendo a mariposa branca e a mariposa cinza que a Revolução Industrial e as sequelas de poluição inverteram a ordem de sobrevivência uma vez que o ar mais denso e escuro permite ao predador visualizar a mariposa antes protegida pelo ar puro!!!

Onde estamos, o que somos e para que servimos? Chegamos ao limiar e a esperança de quem ama o Brasil, daqueles brasileiros que urgem por investimento em saúde de qualidade nos hospitais; educação que liberte, integre, seja a famosa luz no fim do túnel daqueles que são assediados por traficantes, ou por políticos mal intencionados. Esse é o país dos pais que sonham com empregos, ainda que mal remunerados; trabalhadores que dependem de transporte coletivo cada vez mais caótico, e de uma saúde falida, essa é a reflexão que deve nortear a escolha dos nossos representantes na próxima eleição.

Será que essa nação mudou tanto a ponto de fazer escolhas conscientes, entender que o voto como mercadoria nos apresenta consequências para o resto da vida e que se continuarmos elegendo o mau político, o péssimo representante, aquele que representa a si mesmo, que não teme e desrespeita o cidadão com suas escolhas, posturas ações, quer seja em câmaras, assembleias ou no congresso nacional, nada vai mudar ou se mudar ainda será para a pior.

Cansados estamos de ver tantos desmandos, mas cônscios de que o Brasil vale a pena pelos que trabalham dignamente, que vestem a pele da profissão e o fazem por amor ao próximo. Com farda, sem farda, gravata, paletó, plantão, horistas...por aquele que tem esperança, fé, que todos os dias canta, ora e corajosamente está em seu posto de trabalho, e mesmo para aquele que acredita que não vai mudar, que votar é trocar seis por meia dúzia.

Não somos poucos que desejam a bandeira brasileira hasteada não a meio pau da vergonha, da insatisfação e das mortes absurdas pela violência, descaso ou simples ausência do poder público, sobretudo tremulando ao vento com o orgulho de sermos nação de um povo amável, honesto e trabalhador.

#mudaojogobrasil.


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